21 de dezembro de 2015

Lammas - Festa da Colheita


Hemisfério Sul: 2 de Fevereiro | Hemisfério Norte: 1 de Agosto

Este é o primeiro dos três sabbats da colheita. O Deus já dominou o mundo das trevas e agora passará por leves mudanças, seu poder está declinando com o passar dos dias. Por isso, o honramos e agradecemos pela energia dispensada sobre as colheitas.

O dia é comumente associado a Lugh, Deus Celta do Sol. Lammas era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol e na Mitologia Celta é o maior dos guerreiros, que derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos do povo. 

A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os Deuses, que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer a tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.

O outro nome do sabbat é Lammas, que significa "A Massa de Lugh". Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do Coven devem fazer um pão comunitário que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo.

O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do Caldeirão para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos e grãos de cereais. 

O boneco representando o Deus do milho também é queimado para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova vida. O altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época. 

Os alimentos pagãos tradicionais do sabbat Lammas são pães caseiros (trigo, aveia e, especialmente, milho), bolos de cevada, nozes, cerejas silvestres, maçãs, arroz, cordeiro assado, tortas de cereja, vinho de sabugueiro, cerveja e chá de olmo.

13 de dezembro de 2015

Litha - Solstício de Verão


Hemisfério Sul: 21 de Dezembro | Hemisfério Norte: 21 de Junho

O Solstício do Verão (ou Meio do Verão, Alban Hefin ou Litha), também conhecido como Dia de São João, na Europa, marca do dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zênite. Para os Bruxos e os Pagãos, esse dia sagrado simboliza o poder do sol, que marca um importante ponto decisivo da Grande Roda Solar do Ano, pois, após o Solstício do Verão, os dias se tornam visivelmente mais curtos.

Em certas tradições wiccanas, o Solstício do Verão simboliza o término do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente. (O Deus Azevinho reinará até o Sabbat do Inverno, o dia mais curto do ano.)

O Litha era celebrado com grandiosas fogueiras pelos povos da Europa. As fogueiras representam o grande poder do Rei Solar e concediam mais energia ao astro para que o Verão durasse mais tempo de forma que o inverno não fosse tão rígido.

Também era comemorado nos tempos antigos com jogos e festivais. O corpo e o físico são reverenciados nesta data. Nesse dia o Sol atingiu a sua plenitude. O Deus chega ao ponto máximo de seu poder. O Solstício do Verão é uma época tradicional, em que os Bruxos colhem as ervas mágicas para encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte nesse dia. é o momento ideal para as divinações, os rituais de cura e o corte de varinhas divinas e dos bastões. 

Todas as formas de magia (especialmente as do amor) são também extremamente potentes na véspera do Solstício do Verão, e acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará verdade para quem sonhar. Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Verão são vegetais frescos, frutas do verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel.