12 de julho de 2015

Introdução - Sobre a Wicca

A Wicca é uma religião em que não existem livros sagrados, nem profetas à justificá-los, hierarquia ou dogmas. Não faz apelo a uma fé única e exclusiva, não tem mandamentos. Promove, acima de tudo, o respeito e a diversidade. Não é também um sincretismo religioso porque vários sincretismos são possíveis. É uma escolha pessoal para aqueles que sentem que sua percepção do sagrado não só não se enquadra nos esquemas tradicionais, como é algo demasiado individual para se sujeitar a conjuntos de regras e crenças que outros determinam.

As poucas regras existentes na Wicca têm um caráter essencialmente funcional e são vistas não como mandamentos de qualquer divindade ou profeta iluminado, mas como simples normas de relacionamento entre pessoas que partilham interesses comuns. São apenas alguns princípios genéricos ligados à valores ecológicos e individuais de largo consenso e à liberdade de expressão da religiosidade como é sentida e recriada por cada um. O seu espírito está bem patente na regra básica "faça o que quiseres, desde que não faças mal", a única regra que todos os membros da Wicca procuram seguir.

A Wicca tem a sua maior implantação nos países anglo saxônicos, onde a longa tradição democrática e o protestantismo permitem um maior individualismo - chamando a esses praticantes de Bruxos Solitários. Além das práticas individuais, os Wiccanos se agrupam em pequenos núcleos, tradicionalmente de 13 pessoas - ao qual chamamos Coven. Cada Coven possui suas regras e tradições e ainda podem se juntar em grandes encontros. Nestes encontros estendem-se ao campo religioso os princípios de liberdade de expressão e de associação, já há muito aplicados em outros setores da sociedade. Ao contrário de outras religiões e organizações, não existe aqui uma estrutura hierárquica fixa, tampouco uma autoridade central.

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