25 de outubro de 2015

Ostara - Equinócio de Primavera


Hemisfério Sul: 21 de Setembro | Hemisfério Norte: 21 de Março

O Sabbat do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.

Pela primeira vez no ano o dia e a noite se fazem iguais. É portanto, uma data de equilíbrio e reflexão. Os dias escuros se vão, e a terra está pronta para ser plantada. É quando os Deus e Deusa se apaixonam, e deixam de ser mãe e filho. 

Nessa data, a semente da vida é semeada no ventre da Deusa, A Donzela revigorada e cheia de alegria. O Deus é devidamente armado para sair em sua viagem no mundo das trevas e reconquistá-lo, para que posteriormente a luz volte a reinar.

Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.

Os aspectos da Deusa invocados nesse Sabbat são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições Wiccanas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.

Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.

Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera. (Formalmente isso marca a fase da "gravidez" da Deusa Tríplice, atravessando a estação fértil.) A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãos, como os ovos de Páscoa e o coelho. 

Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos. A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio da Primavera são os ovos cozidos, os bolos de mel, as primeiras frutas da estação em ponche de leite. Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.

4 de outubro de 2015

Imbolc - Festa do Fogo


Hemisfério Sul: 01 de Agosto | Hemisfério Norte: 02 de Fevereiro

O uso de denominações celtas para os festivais da colheita é uma forma bastante usada por todas as Bruxas, por uma questão de coerência com crenças gaélico-irlandesas. Também é conhecido como Candlemas, sob o qual foi cristianizado como a festa de purificação de Maria. O Imbolc (que quer dizer "em leite") diz respeito ao período de lactação das ovelhas. É o avivamento do ano, quando aparecem os primeiros estímulos fetais da primavera no útero da Mãe Terra. Embora ainda esteja frio, os pequenos e mais resistentes sinais de vida na Natureza começam a aparecer novamente. 

É época de abençoar as sementes e consagrar nossos instrumentos de trabalho. É um festival de fogo, mas a ênfase neste é mais sobre a luz do que sobre o calor; a centelha que penetra a escuridão do inverno. Acontece dia 1 de Agosto, marcando o ponto central da metade escura do ano. A Luz é o símbolo de luz da Deusa, e representa o aspecto triplo da donzela, mãe e anciã (encanto, maturidade e sabedoria). A luz da Lua é praticamente uma luz de inspiração, por isso esse Sabbat é tão associado à Deusa Brigid (Deusa celta da inspiração, dos dons e da fertilidade). 

O espírito é avivado, assim como o corpo e a terra. Esse Sabbat se originou na Irlanda antiga, com comemorações da Deusa Brigid, chamada de "noiva do Sol". O inverno ainda persiste, mas a luz está aumentando e as sementes despertando da terra fria e úmida. Imbolc é a celebração de todas essas "voltas". É o despertar dos novos planos e projetos, iniciação em caminhos espirituais ou em novas atividades, assim como purificação e renascimento material e espiritual. É tempo de despertar a criatividade e buscar  inspiração através da música, poesia, desenho, dança e artes em geral.

A Deusa está se recuperando do parto da criança divina, que nasceu no Solstício de Inverno, o Deus Sol, transformando-se em donzela jovem e cheia de vigor. Representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o afastamento do "antigo" simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura.

Devemos mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, da coragem, da ousadia e da juventude. O altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou vermelhas. A consagração deve ser feita pelos membros mais jovens do Coven. Literalmente quer dizer dentro do útero. O inverno ainda não foi embora, mas por baixo da neve a vida floresce e ganha força. 

As coisas não acontecem diante de nossos olhos, mas já estão lá, lentamente, pulsando, esperando o momento certo para vir à tona. A Deusa vagarosamente recupera-se do parto, e acorda sob a energia revigorante do Sol. Esse é o também chamado Festival das Luzes, em que se acendem velas por toda a casa, mais especialmente nas janelas, para anunciar a vinda do Sol e mostrar ao menino Deus seu caminho.