4 de outubro de 2015

Imbolc - Festa do Fogo


Hemisfério Sul: 01 de Agosto | Hemisfério Norte: 02 de Fevereiro

O uso de denominações celtas para os festivais da colheita é uma forma bastante usada por todas as Bruxas, por uma questão de coerência com crenças gaélico-irlandesas. Também é conhecido como Candlemas, sob o qual foi cristianizado como a festa de purificação de Maria. O Imbolc (que quer dizer "em leite") diz respeito ao período de lactação das ovelhas. É o avivamento do ano, quando aparecem os primeiros estímulos fetais da primavera no útero da Mãe Terra. Embora ainda esteja frio, os pequenos e mais resistentes sinais de vida na Natureza começam a aparecer novamente. 

É época de abençoar as sementes e consagrar nossos instrumentos de trabalho. É um festival de fogo, mas a ênfase neste é mais sobre a luz do que sobre o calor; a centelha que penetra a escuridão do inverno. Acontece dia 1 de Agosto, marcando o ponto central da metade escura do ano. A Luz é o símbolo de luz da Deusa, e representa o aspecto triplo da donzela, mãe e anciã (encanto, maturidade e sabedoria). A luz da Lua é praticamente uma luz de inspiração, por isso esse Sabbat é tão associado à Deusa Brigid (Deusa celta da inspiração, dos dons e da fertilidade). 

O espírito é avivado, assim como o corpo e a terra. Esse Sabbat se originou na Irlanda antiga, com comemorações da Deusa Brigid, chamada de "noiva do Sol". O inverno ainda persiste, mas a luz está aumentando e as sementes despertando da terra fria e úmida. Imbolc é a celebração de todas essas "voltas". É o despertar dos novos planos e projetos, iniciação em caminhos espirituais ou em novas atividades, assim como purificação e renascimento material e espiritual. É tempo de despertar a criatividade e buscar  inspiração através da música, poesia, desenho, dança e artes em geral.

A Deusa está se recuperando do parto da criança divina, que nasceu no Solstício de Inverno, o Deus Sol, transformando-se em donzela jovem e cheia de vigor. Representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o afastamento do "antigo" simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura.

Devemos mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, da coragem, da ousadia e da juventude. O altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou vermelhas. A consagração deve ser feita pelos membros mais jovens do Coven. Literalmente quer dizer dentro do útero. O inverno ainda não foi embora, mas por baixo da neve a vida floresce e ganha força. 

As coisas não acontecem diante de nossos olhos, mas já estão lá, lentamente, pulsando, esperando o momento certo para vir à tona. A Deusa vagarosamente recupera-se do parto, e acorda sob a energia revigorante do Sol. Esse é o também chamado Festival das Luzes, em que se acendem velas por toda a casa, mais especialmente nas janelas, para anunciar a vinda do Sol e mostrar ao menino Deus seu caminho. 

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