Robert Cochrane (nome fictício de Roy Bowers), foi uma pessoa carismática e controvertida, que teve sua contribuição em prol da Bruxaria Moderna ofuscada por Gerald Gardner. Cochrane foi um bruxo inglês que fundou o Coven "Clan of Tubal Cain", praticamente na mesma época que Gardner começou seu próprio Coven na década de 50. Assim, como o Coven de Gardner originou as bases da Tradição Gardneriana, o Coven Tubal Cain foi a base para a tradição 1734.
Cochrane nasceu em uma família metodista em 26 de janeiro de 1931. Eles moravam em Londres, Inglaterra, porém sua infância e adolescência são, de certo modo, obscuras e baseadas apenas no que Cochrane contava. Ele se dizia ser um bruxo hereditário e falara sobre um bisavô que praticava bruxaria em Warwickshire e também mencionava sobre uma tia Lucy que, segundo ele, possuia uma grande coleção de artigos de bruxas.
Cochrane também reivindicava ter antepassados que foram executados por bruxaria, sem esuqecer suas menções sobre um tio (de parte materna) que teria sido seu professor. Mais tarde, ele se contradisse ao afirmar que aprendeu a Arte com sua mãe (que, por sua vez, teria aprendido com a avó). No entanto, nenhuma das afirmações foram provadas. O que se sabe como certo é que Cochrane leu muitos livros e buscou recriar o que ele acreditava ser a Antiga Religião.
Seu Coven empre trabalhava ao ar livre, vestidos em robe preto, dançando e cantando em torno de uma fogueira. Eles veneravam o Deus de Chifres e a Deusa em seu aspecto triplo, que atribuíam como: vida, fatalidade e destino.
Cochrane era um talentoso poeta e filósofo que adorava escrever em formas místicas e enigmáticas. Seus ensinamentos eram uma amálgama de misticismo Celta com Bruxaria Popular.e os transmitia no mesmo modo que os Druidas faziam; usando poesias, canções e enigmas. Ele e sua mulher, Jane, conseguiam combinar Bruxaria (seus instrumentos consistiam de um caldeirão, faca, corda, cálice e pedra) e metodologia Druida de treinamento e prática. Ele inspirava pesquisa e evolução em vez da pura adoção de dogmas.
No início dos anos 60, Cochrane começou a se corresponder com um bruxo americano chamado Joe Wilson, que acabou fundando a Tradição 1734 nas Américas. As informações que Cochrane colocou em suas cartas para Wilson, junto com artigos que escreveu para vários periódicos, foram as bases dessa Tradição nos dias de hoje.
Com o passar do tempo, Wilson e outros americanos trabalharam juntos para resolver os enigmas de Cochrane e preencher as lacunas de seus ensinamentos. Wilson entregou cópias das cartas para alguns amigos, que, em contrapartida, fizeram pesquisas e encontraram suas próprias respostas. O resultado disso é que os Covens estruturados se diferenciam um do outro, e esse foi o início da Tradição 1734. Hoje em dia, cada Coven é autônomo e não existe autoridade central; além disso, a Tradição não possui um Livro das Sombras oficial.
O número 1734 era um dos enigmas de Cochrane. A descrição pode ser encontrada em uma carta para Joe Wilson, datada de 6 de janeiro de 1966.
Em 1964, Doreen Valiente se juntou ao grupo e foi inciado no Clan of Tubal Cain. Contudo, Doreen logo percebeu que Cochrane era mais ficção do que fato. Cochrane se tornava cada vez mais ditador e um romance com uma mulher do Coven acabou fazendo com que Jane o deixasse, colocando fim ao casamento. Tudo isso, aliado a sua implicância com os gardnerianos e sua obsessão por poções mágicas (em determinado momento, Cochrane passou a ser fascinado por drogas psicodélicas, derivadas de ervas), fizeram com que Doreen deixasse o grupo.
Cochrane morreu em 1966, na noite anterior do Solstício de Verão, no que aparentou ser um ritual de suicídio. Ele ingeriu folhas de belladonna, trazendo muitas especulações sobre sua morte. Alguns acreditam que foi por acidente, outros que foi suicídio, outros, especialmente membros de sua Tradição, acham que ele fez um sacrifício voluntário.
Infelizmente, logo após sua morte, muitos de seus papéis pessoais foram destruídos pela sua família. Em contrapartida, em 2001 sua viúva transmitiu os direitos do autor referente às cartas e artigos para Evan John Jones (antigo membro do Tubal Cain, que o liderou depois da morte de Cochrane); que assegurou que o material fosse reimpresso para a posterioridade.

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